Pecadinhos pequenininhos

Alinhar ao centro

"Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo,
tende piedade dos pecadinhos
que
de tão pequenininhos não fazem mal a ninguém"*


Porque tem gente que parece santa, mas se comporta com a [ir] responsabilidade de uma adolescente: gazeia aula da faculdade para beijar na boca.


*cantada pela Ceumar

0 louças.

Comprando Louças

Eu sou uma loouca, desvairada e apaixonada por utensílios domésticos. Serinho! Há uns dois natais, pedi e ganhei de presente um conjunto de jantar e outro de talheres inox. Muito fofos!

E agora que vou iniciar uma nova vida [ainda com a velha falta de grana] comecei a listar o que devo começar a comprar. E o que surgiu em primeiríssimo e acessível [$$$] lugar??

T
upperware!!



O que isso deve significar, hein? Marque abaixo!

( ) serei uma ótima dona de casa \o/

( ) sou uma mulher "de visão", pois vou fazer coleção, depois revender e viciar em comprar mais e mais tupperware, que nem a tia de um amigo Õ_o

( ) na minha casa só vai ter tuppeware, já que não tenho amigos legais para me darem presentes de casa nova. =(

13 louças.

O velho Caetano (e bom).

Eu não sou besta legal como a Elite, e nem tenho sofá como o Amigão, mas também não sou avarenta. Então, se um desabrigado da blogosfera mendiga um espacinho no meu humilde blog, só posso ter compaixão. ;-) Segue texto do meu querido @AlbertoJunior





Entrei com muita expectativa na sala de cinema. A gente sempre espera ver algo surpreendente quando se trata de Caetano Veloso. A sinopse do filme não dizia muita coisa, apenas ressaltava as presenças de Paula Lavigne, Pedro Almodóvar, Michelangelo Antonioni, Gisele Bündchen e David Byrne e que o diretor Fernando Andrade “deixou o músico livre para dissertar sobre a saída de sua cidade natal, o sucesso no Exterior, a relação com Almodóvar e a separação de Paula Lavigne”.

Algumas matérias de jornais e sites foram além: a atenção sobre a nudez de Caetano na cena inicial indicando a intimidade a qual o filme se propõe, a tentativa do diretor em apresentar o artista como um cara simpático e bem humorado às novas gerações, o medo de Caetano em envelhecer à preocupação em ser maquiado, as opiniões sobre quase tudo e a contestação da afirmação de Hermeto que o considerou um “musiquinho” afirmando ser a música americana a melhor do mundo.

Tudo isso está mesmo no filme, mas sem uma narrativa que nos atraia. Quem não gosta de Caetano poderá odiar o filme e mais ainda o artista. Então, melhor do que ver o filme é ouvi-lo. E como é bom ouvir Caetano no cinema! Sua voz fraca e violão primitivo crescem embalados com os arranjos modernos apresentados no álbum “A Foreing Sound” e a guitarra jovial de Pedro Sá.
O simpático Caetano que pretendeu ser apresentado a mim soou o mesmo Caetano com sua falsa-modéstia de sempre, do tipo que diz “eu não sou tão bom assim” quando quer afirmar o contrário, quando diz que não fala tão bem inglês mesmo tendo feito composições na língua britânica e ter gravado um álbum cantando em português/inglês como foi “Transa”.

A transgressão de Caetano no filme ou “intimidade” não está na cena em que ele aparece nu. Aliás, não se vê quase nada. O que choca mesmo é o discurso sobre a velhice a partir de um homem velho que não se considera pejorativamente velho e que nunca se imaginou envelhecer como está hoje. Caetano nos ensina que o tempo dele hoje é outro: o tempo de quem aprendeu a desacelerar e aprendeu que sempre há tempo sobretudo quando tem-se a idéia de que ele vai acabar num instante. Há mais vida, vontade e entusiasmo no Caetano de hoje, aos sessenta e tantos anos, do que naquele dos anos sessenta que gritava com impaciência e pressa: “É proibido proibir”.

Em tempo: Paula Lavigne aparece estereotipada como muito chata no filme, Gisele Bündchen é absurdamente desnecessária na estória, Antonioni não diz muita coisa, Almodóvar podia ter dado um beijo na boca de Caetano que chocaria mais que o nu e Pedro Sá não abre a boca. Mas o filme é bom? Não e eu gostei. Porque me fez refletir sobre o medo de envelhecer, porque é linda a cena do passarinho que pousa no ombro do companheiro de Caetano no Japão, porque Caetano continua sendo para mim uma referência estética artística e deu mais vontade de curtir o show dele aqui em São Luís, no dia 14.

“Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval. Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal. Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual. Já tem coragem de saber que é imortal” (O Homem Velho. Caetano Veloso)

Por @AlbertoJunior

8 louças.

Me virando



"Tem tanta gente que se vai
À imensidao do seu querer
Querendo vida sem a morte
Ser mais forte sem sofrer
E ter certeza sem buscar
Ganhar o amigo sem se dar
Sem semear colher o amor
O amor ferido pela guerra
Quem na terra desconhece
Aparece sem valor
Levo o meu braço qual alguém
Que já caiu mas levantou
Quem foi já não sou.
" [canta Elis Regina]


As fases complicadas da vida não são únicas e nem eternas. Digamos que, uma vez ou outra, nos vemos em situações periclitantes em que repousamos os pensamentos e percebemos que uma guinada de 180 graus precisa ser dada antes que você enlouqueça no seu ponto zero. O importante é que, pelo menos enquanto você está no seu ponto zero pensando na guinada, faça avaliação das perdas e ganhos com essa virada que pode ser irreversível.

E eu estou acá, numa dessas fases complicadas, em que eu poderia dizer que é "
a fase mais complicada da minha vida", mas eu seria pessimista, imatura e determinista demais. Ainda não vivi um tantão para pensar e dizer isso. Além do mais, após a explosão do desespero, da vontade de gritar até a voz acabar e de chorar até alguém dizer que tem a solução para o seu problema e de todos os hiperbolismos e dramas, Deus não deixa passar a esmo um filho.

Por isso, posso dizer que a minha fase é de transição. Já pensei e repensei bastante e resolvi pelo que eu jamais pensei decidir. Não estou com tantas cartas na manga, mas a minha garra [que não paga conta, nem faz feira] me faz ter esperança e cara de pau de desenhar um cenário diferente daquele que tenho hoje. Se, por ora me senti sozinha, sem ter com quem desabafar, fui tola e ingênua. Deus está comigo e só Ele pode me confortar. Que assim seja, Amém!

7 louças.

Vida de Sessão da Tarde



Às vezes, tenho a mania péssima de imaginar situações bizarras e trágicas. Como quando tô no trânsito e o caminhão pesado ao meu lado batesse de verdade no meu carro. É também de imaginar que a serpente que adormece embaixo da ilha, enfim, acordasse e aparecesse na minha frente para me devorar. Outro dia, eu estava parada no sinal e, observando o que os motoristas dos outros carros faziam enquanto o sinal não esverdeava, imaginei um buraco abrindo no meio da avenida. Vi que o diretor não estava nem aí para mim, então, meu carro caiu num abismo sem destino.

Parece ser inspiração filmesca daquela pessoa que passa horas trocando de vídeos, especulando tudo de mais ficcional com ela mesma. A questão é que, embora eu não esteja dentro de um filme, sinto como se todas as cenas que eu imaginasse fossem cenas de coadjuvantes ou cenas de passagem. Nada que, além de assustar, possa ser determinante para o final de um enredo.

E, como se a vida imitasse a arte [ou a imaginação], parece que estou sempre coadjuvando, puxando a orelha de alguém, empurrando-o pra frente, erguendo-o ao máximo de suas limitações e esquecendo que as forças para mim faltam. Cansei de não ser a heroína. Não quero ser a sofisticada, a invejada, a beijada pelo protagonista. Ah, mas também não quero ser aquela que ajuda, ajuda, ajuda, cai no buraco, se levanta e no final dá um sorriso de bondade. Quero ser aquela que é feliz do começo ao final, sem buracos, serpentes ou caminhões. Putz! "Ô, seu diretor! Paremos com esses filmes de sessão da tarde, por favor!"

E você?! Qual o seu papel na trama?

5 louças.